CÓRNEA

A córnea, camada mais externa do globo ocular, é responsável pelo maior potencial de convergência da imagem para o interior do olho. Associada à ação do cristalino, focaliza a imagem adequadamente sobre a retina, responsável pela visão

O QUE É CÓRNEA

Para enxergarmos perfeitamente, é imprescindível a transparência dos meios oculares que se antepõem à formação da imagem no fundo do olho. A córnea, o humor aquoso, o cristalino e o vítreo são esses meios. Porém, diferentes condições congênitas ou adquiridas podem alterar essa transparência, prejudicando a visão.
A córnea, camada mais externa do globo ocular, é responsável pelo maior potencial de convergência da imagem para o interior do olho. Associada à ação do cristalino, focaliza a imagem adequadamente sobre a retina, responsável pela visão. Assim sendo, é a lente mais importante do olho, situando-se à frente da íris (parte colorida do olho). A córnea sadia é totalmente transparente e pode ser comparada ao vidro de um relógio, através do qual podemos visualizar o mostrador. Quando fica doente ou perde sua transparência, a visão é comprometida.

Se a opacidade corneana é pequena, a pessoa enxerga como quem fita um dia enfumaçado e sem brilho. À medida que sua turvação aumenta, a visão também fica mais fosca, dificultando a percepção das formas dos objetos. 

tados espetaculares estão sendo obtidos.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DOENÇAS DA CÓRNEA

Ceratocone - Ceratocone significa uma córnea em forma de cone (com consequente afinamento central), anormalidade esta que pode causar séria distorção da visão. É uma doença com tendência hereditária, porém fatores externos como alergias e coçar os olhos, aumentam o risco de seu aparecimento. Casos leves são corrigidos com sucesso pelo uso de óculos ou lentes de contato especialmente desenhadas. É feita a correção óptica, porém a doença permanece e pode evoluir diferentemente em cada pessoa. O tratamento através de crosslinking está indicado nos casos que apresentam evolução do cone. Em alguns casos de pacientes intolerantes a lentes de contato, é realizado o implante do anel corneano, adiando a necessidade do transplante de córnea. Entretanto, quando a visão não é mais satisfatória com esses métodos, ou a córnea começa a diminuir sua espessura, poderá ser indicada a cirurgia de transplante.

Complicações de cirurgias - Algumas doenças oculares comuns em pessoas idosas podem levar à perda do endotélio (camada interna da córnea) e à sua consequente opacificação (ceratopia bolhosa), tornando necessário o transplante de córnea para restabelecimento visual do paciente. A manipulação cirúrgica durante procedimentos intra-oculares é também um dos fatores de agressão ao endotélio. 

Outras causas – A córnea pode apresentar alterações da transparência em função de doenças genéticas, chamadas distrofias. Alguns pacientes desenvolvem opacidades corneanas como sequela de degenerações oriundas de agressão externa (exemplo, lentes de contato) ou inflamações (ceratites), de origem imunológica ou viral (herpes).

TRANSPLANTE DE CÓRNEA

É a substituição da córnea doente por outra sadia, fornecida por um doador, para que se possa restabelecer sua transparência. Na maioria dos casos o resultado é precoce e positivo, reabilitando o indivíduo à sua capacidade de vida prévia. A maior parte destas cirurgias são realizadas sob anestesia local, sem internação. Atualmente, existem várias técnicas cirúrgicas, estabelecidas de acordo com cada caso. Assim, o transplante pode ser de todas as camadas da córnea (penetrante) ou apenas daquelas que estão acometidas (lamelar), quando possível. O transplante é indicado em casos de doenças ou cicatrizes corneanas apenas se os recursos de tratamento clínico forem esgotados.

EXISTE RISCO DE REJEIÇÃO?

Todo transplante de órgão tem risco de rejeição. Na córnea, porém não é frequente, por ser um órgão sem vasos sanguíneos. Na maioria das vezes, a rejeição é controlada clinicamente e são raras as ocasiões em que é necessário um novo transplante.  O risco se torna cada vez menor com o passar dos anos, no entanto não é possível assegurar que não aconteça.

O QUE É IMPORTANTE PARA O SUCESSO DE TRANSPLANTE

 

Os resultados satisfatórios nas cirurgias de transplante de córnea dependem do desenvolvimento tecnológico, associado ao conhecimento e treinamento de profissionais qualificados. É importante avaliar os seguintes aspectos para a realização desta cirurgia: córnea com excelente qualidade,  equipamentos avançados, hospital com condições técnicas eficientes e experiência do especialista em transplante de córnea. Trauma ocular deve ser evitado no pós-operatório, pelo risco de causar deiscência (afastamento) parcial ou total da incisão cirúrgica. 

TRATAMENTO DE CERATOCONE

Ceratocone é a alteração da córnea que provoca um afinamento progressivo de sua porção central e consequente baixa de acuidade visual. Esta pode ser severa, moderada ou até imperceptível em estágio inicial. O tempo de evolução da doença é variável e inicia-se geralmente na adolescência. Afeta homens e mulheres na mesma proporção e na maioria dos casos prejudica os dois olhos.
Nos pacientes com o estágio inicial da doença, basta o uso de óculos para se obter boa acuidade visual. Em casos mais avançados, são recomendadas lentes de contato de diferentes materiais e desenhos, por exemplo: lentes rígidas gás permeáveis, hidrofílicas (gelatinosas) específicas para ceratocone ou ainda lentes esclerais. Quando a adaptação não é possível, quer seja por dificuldade no manuseio ou intolerância às lentes, opta-se pela colocação de anéis intra-estromais ou transplante de córnea.

Anéis intra-estromais - São pequenos e finos arcos de acrílico que podem ser implantados dentro do estroma da córnea, com objetivo de corrigir a deformidade da sua curvatura, visando estabelecer uma superfície corneana mais regular, resultando em melhora da visão com auxílio de óculos ou lentes de contato e até mesmo sem correção. Em alguns casos, os anéis também podem retardar a progressão da doença.

Crosslinking - É uma tecnologia indicada na prevenção dos avanços de deformidades corneanas. É utilizada especialmente em pacientes mais jovens, nos quais o médico observa que o ceratocone ainda está em evolução. O procedimento se baseia na aplicação de luz ultravioleta, na presença de riboflavina colocada sobre a córnea, podendo ser realizado em centro cirúrgico ou regime ambulatorial. Em certos pacientes é realizado em combinação ao implante de anéis estromais.

O crosslinking também é usado como tratamento de ectasias, que são deformidades da córnea após cirurgia refrativa. tem indicação ainda em casos selecionados de infecções corneanas.

Transplante de Córnea - Está indicado em ceratocones mais avançados nos quais as possibilidades terapêuticas mencionadas não são mais viáveis, ou não surtem efeito para a melhoria da visão.

Transplante de Córnea - Está indicado em ceratocones mais avançados nos quais as possibilidades terapêuticas mencionadas não são mais viáveis, ou não surtem efeito para a melhoria da visão.

DOENÇAS DA CÓRNEA - TIPOS, SINTOMAS E TRATAMENTOS, TRANSPLANTES.

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Doenças da Córnea - Dr. José Beni